quarta-feira, 19 de abril de 2017

ESCOLA SEM PARTIDO. CLARO QUE SIM



POLÍTICA PARTIDÁRIA: FORA DA SALA DE AULA
ATEÍSMO E OPÇÃO RELIGIOSA: FORA DA SALA DE AULA

            Estou assistindo essa discussão sobre manifestações dos professores sobre suas convicções políticas e religiosas, que eles querem apresentar em sala de aula.
            Apresentar um partido, uma religião, ou ateísmo, é miopia política e social, sectária e doutrinadora. Digna de regimes autoritários, que grupos de esquerda combatem, até tornarem-se poder, e fuzilar inimigos.
Essa questão é falsa, seus defensores distorcem com seus argumentos.
A PGR (Procuradoria Geral da República) considera inconstitucional desejar a escola sem partido e sem religião, pois subestima a capacidade de discernimento dos estudantes em sala de aula (vide jornal Folha de São Paulo, 20/10/2016).
Nossos alunos são educados para repetir, decorar, reproduzir o conteúdo que foi apresentado durante as aulas. Afirmar que os alunos têm dificuldades de discernimento, é assumir o resultado de um sistema educacional falho, com baixo impacto na produtividade das empresas. Nossos alunos são analfabetos funcionais, incapazes de ler e reproduzir o que entenderam. Cidadãos que sofre para escrever um bilhete.
Sentem-se culpados e humilhados pelas deficiências de formação, em verdade são vítimas dos sistemas educacionais brasileiros. Estou mentindo ou exagerando? Compare o Brasil com a Coréia do Sul.
Os embates religiosos durante as aulas são inférteis, agressivos, repletos de acusações e preconceitos.

POLITÍCA SIM  -  POLÍTICA PARTIDÁRIA NÃO

A política deve entrar na sala de aula sim, e como disciplina obrigatória. Abordar os diversos partidos, correntes partidárias, ideologias, suas relações com a economia, e relações sociais é muito importante. Fundamental apresentar a política como relação de poder, onde todos devem ter opinião sobre ela.
Qual a melhor opinião política: A SUA. Aquela opinião que você construiu com informações ao longo do tempo, ao longo da sua vida. E espírito crítico dos alunos, e sua formação como cidadãos livres e de bons costumes é a verdadeira política.

ESPIRITUALIDADE SIM  -  RELIGIÃO NÃO

Quem defende o partidarismo em sala de aula, defende também o ateísmo, e o ser humano desprovido de espiritualidade. São os descendentes do macaco, que assistiram o filme 2001 Uma Odisséia no Espaço, e estão procurando o monolito até hoje.

veja aqui: http://www.adorocinema.com/filmes/filme-27442/
 Sinopse e detalhes
Desde a "Aurora do Homem" (a pré-história), um misterioso monolito negro parece emitir sinais de outra civilização interferindo no nosso planeta. Quatro milhões de anos depois, no século XXI, uma equipe de astronautas liderados pelo experiente David Bowman (Keir Dullea) e Frank Poole (Gary Lockwood) é enviada à Júpiter para investigar o enigmático monolito na nave Discovery, totalmente controlada pelo computador HAL 9000. Entretanto, no meio da viagem HAL entra em pane e tenta assumir o controle da nave, eliminando um a um os tripulantes.
Título original 
2001: A Space Odyssey
Distribuidor WARNER BROS. 
Imagem relacionada
Os macacos observam o Monolito

O ateísmo deve ficar fora das aulas? Evidente que não, pois também é uma forma de encarar e lidar com a espiritualidade, assim como todas as religiões. Foi uma experiência maravilhosa para mim conhecer um Templo taoista em minha juventude. Atividade solicitada em aula. Outros alunos visitaram outros templos e religiões, e todos apresentaram seus trabalhos em sala.
Indiscutível: o indivíduo ser humano possui espiritualidade.



Política e espiritualidade devem ser discutidos em sala de aula, de maneira abrangente, com respeito a todas as diferenças possíveis. Os estudantes devem construir uma postura sólida de respeito a opiniões divergentes. Somente assim construiremos a PAZ social o AMOR ao próximo e SABEDORIA PESSOAL.
 

Um comentário:

  1. Bom texto. É uma discussão importante que fala muito em escola e pouco em universidade. Não vejo muitas reflexões sobre as origens do problema, que considero que estejam, em boa parte, dentro das universidades. Refiro-me àquilo que escolhem como leitura e currículo para a formação dos futuros professores. A universidade, como o próprio nome induz à reflexão, deve contemplar todo universo de saberes e não é isso que se vê hoje em dia.

    Abraços!

    Felipe Formiga Tavares.

    ResponderExcluir