POLÍTICA PARTIDÁRIA: FORA
DA SALA DE AULA
ATEÍSMO E OPÇÃO
RELIGIOSA: FORA DA SALA DE AULA
Estou
assistindo essa discussão sobre manifestações dos professores sobre suas convicções
políticas e religiosas, que eles querem apresentar em sala de aula.
Apresentar
um partido, uma religião, ou ateísmo, é miopia política e social, sectária e
doutrinadora. Digna de regimes autoritários, que grupos de esquerda combatem,
até tornarem-se poder, e fuzilar inimigos.
Essa questão é falsa, seus
defensores distorcem com seus argumentos.
A PGR (Procuradoria Geral da República)
considera inconstitucional desejar a escola sem partido e sem religião, pois subestima
a capacidade de discernimento dos estudantes em sala de aula (vide jornal Folha
de São Paulo, 20/10/2016).
Nossos alunos são educados para
repetir, decorar, reproduzir o conteúdo que foi apresentado durante as aulas.
Afirmar que os alunos têm dificuldades de discernimento, é assumir o resultado
de um sistema educacional falho, com baixo impacto na produtividade das
empresas. Nossos alunos são analfabetos funcionais, incapazes de ler e
reproduzir o que entenderam. Cidadãos que sofre para escrever um bilhete.
Sentem-se culpados e humilhados
pelas deficiências de formação, em verdade são vítimas dos sistemas
educacionais brasileiros. Estou mentindo ou exagerando? Compare o Brasil com a
Coréia do Sul.
Os embates religiosos durante as
aulas são inférteis, agressivos, repletos de acusações e preconceitos.
POLITÍCA
SIM -
POLÍTICA PARTIDÁRIA NÃO
A política deve entrar na sala de
aula sim, e como disciplina obrigatória. Abordar os diversos partidos,
correntes partidárias, ideologias, suas relações com a economia, e relações
sociais é muito importante. Fundamental apresentar a política como relação de
poder, onde todos devem ter opinião sobre ela.
Qual a melhor opinião política: A
SUA. Aquela opinião que você construiu com informações ao longo do tempo, ao
longo da sua vida. E espírito crítico dos alunos, e sua formação como cidadãos
livres e de bons costumes é a verdadeira política.
ESPIRITUALIDADE
SIM -
RELIGIÃO NÃO
Quem defende o partidarismo em
sala de aula, defende também o ateísmo, e o ser humano desprovido de
espiritualidade. São os descendentes do macaco, que assistiram o filme 2001 Uma
Odisséia no Espaço, e estão procurando o monolito até hoje.
veja aqui: http://www.adorocinema.com/filmes/filme-27442/
Sinopse e detalhes
veja aqui: http://www.adorocinema.com/filmes/filme-27442/
Sinopse e detalhes
Desde a
"Aurora do Homem" (a pré-história), um misterioso monolito negro parece
emitir sinais de outra civilização interferindo no nosso planeta. Quatro
milhões de anos depois, no século XXI, uma equipe de astronautas
liderados pelo experiente David Bowman (Keir Dullea) e Frank Poole (Gary
Lockwood) é enviada à Júpiter para investigar o enigmático monolito na
nave Discovery, totalmente controlada pelo computador HAL 9000.
Entretanto, no meio da viagem HAL entra em pane e tenta assumir o
controle da nave, eliminando um a um os tripulantes.
Título original
2001: A Space Odyssey
O ateísmo deve ficar fora das
aulas? Evidente que não, pois também é uma forma de encarar e lidar com a espiritualidade,
assim como todas as religiões. Foi uma experiência maravilhosa para mim
conhecer um Templo taoista em minha juventude. Atividade solicitada em aula. Outros
alunos visitaram outros templos e religiões, e todos apresentaram seus
trabalhos em sala.
Indiscutível: o indivíduo ser
humano possui espiritualidade.
Política e espiritualidade devem
ser discutidos em sala de aula, de maneira abrangente, com respeito a todas as
diferenças possíveis. Os estudantes devem construir uma postura sólida de
respeito a opiniões divergentes. Somente assim construiremos a PAZ social o
AMOR ao próximo e SABEDORIA PESSOAL.

Bom texto. É uma discussão importante que fala muito em escola e pouco em universidade. Não vejo muitas reflexões sobre as origens do problema, que considero que estejam, em boa parte, dentro das universidades. Refiro-me àquilo que escolhem como leitura e currículo para a formação dos futuros professores. A universidade, como o próprio nome induz à reflexão, deve contemplar todo universo de saberes e não é isso que se vê hoje em dia.
ResponderExcluirAbraços!
Felipe Formiga Tavares.